Articulam com os Serviços de Psicologia, em termos de filosofia, métodos de trabalho, actividades e planeamento das acções.
Objectivos Gerais
- Respeitar o princípio da liberdade
de escolha dos utentes e assumir que são
adultos e que podem decidir sobre a sua
própria vida;
- Aumentar o número e a duração
dos estágios dos formandos;
- Criar condições que possibilitem
a realização dos estágios
no local de residência dos formandos;
- Aumentar o número de utentes
em experiências sócio profissionais;
- Promover maior número de integrações
profissionais;
- Levar os formandos e utentes a adoptarem
regras de higiene e conduta adequadas;
- Contribuir para a promoção
da pessoa com deficiência;
- Disponibilizar apoios que permitam a
cada deficiente exercer o seu direito
à autodeterminação;
- Apoiar e ajudar formandos e utentes
a superarem as limitações
físicas e sociais;
- Usufruir da rede social como uma mais
valia para resolver problemas e ultrapassar
resistências;
- Definir os Planos de Acompanhamento
Individual de cada formando e de cada
utente de CAO;
- Concluir a organização
e manter organizado o Dossiê Técnico
dos Serviços de Acompanhamento
e Inserção contemplando
objectivos – gerais e específicos
– estratégias, recursos necessários,
cronograma e outros considerados pertinentes;
- Elaborar o Relatório de Actividades
do ano precedente;
- Elaborar o Plano de Actividades para
o ano seguinte;
- Produzir os RTP do sector.
Actividades com os Utentes
Com os acertos correspondentes ao enquadramento institucional estipulado para formandos e utentes de CAO, os serviços de Acompanhamento e Inserção prevêem, normalmente, as seguintes actividades:
Acompanhamento ao Centro de Saúde
/ Hospital em situação de
urgência - Sempre que a situação
o exija. É estabelecido o contacto
com a Assistente Social do centro de saúde
ou do hospital para o qual o utente se
dirige, para o ajudar nas diligências
que venham a ser necessárias.
Porque para este tipo de acompanhamento
é importante ter informações
organizadas e disponíveis, está
prevista a criação e a gestão
de 2 tipos de dossiê: O dossiê
do cartão de utente e o dossiê
de saúde do formando onde estão
todas as informações relacionadas
com a história de saúde,
os medicamentos que se encontra a tomar
bem como a respectiva posologia.
Acompanhamento a Instituições Bancárias / Serviços Públicos - Por questões de estratégia ou por motivo de limitações, alguns irão ser objecto deste tipo de acompanhamento de forma a serem mais autónomos em questões de abertura de conta, levantamento de dinheiro, pedido de saldo, etc.
Acompanhamento a Espaços Comerciais - Através do contacto diário e da análise do instrumento de avaliação das competências adaptativas é importante que se promova a inserção social, daí as visitas e acompanhamento a determinados espaços comerciais.
Acompanhamento ao Dentista - . Este trabalho consiste no levantamento do número de dentes a tratar com o correspondente número de sessões e o respectivo orçamento. Em seguida, é feita uma triagem para avaliar dos utentes com capacidade para financiar os seus tratamentos e os que necessitam de apoio. Para estes últimos, são feitas diligências junto da Segurança Social do concelho de proveniência, para os pressionar relativamente às ajudas financeiras. Numa fase posterior, são feitos esforços junto do dentista, para que proceda a uma reavaliação do orçamento dos utentes que não tendo sido apoiados, têm dificuldades económicas para suportar as despesas de saúde oral.
Acompanhamento a Especialistas - Porque se prevêem situações de saúde complicadas para alguns dos utentes, os procedimentos a ter em linha de conta prendem-se com estratégias já estabelecidas. Assim, numa primeira fase, são efectuados contactos com as técnicas de serviço social do Centro de Saúde e da Segurança Social do concelho de proveniência do utente, para que em conjunto se proceda ao encaminhamento para especialistas, marcação de consultas urgentes e ajudas financeiras ao nível dos transportes, medicamentos entre outras necessidades fundamentais à saúde e bem-estar do utente.
Avaliação Trimestral – Onde se avalia: a motivação, o interesse, a responsabilidade, a pontualidade/assiduidade, o relacionamento com os colegas e com os monitores, o comportamento, a qualidade das tarefas desenvolvidas, a evolução e se já se encontra preparado para estágio.
Avaliação Semestral –
Contempla os instrumentos de avaliação
das competências adaptativas como
as comunitárias, interpessoais,
sociais, recursos comunitários,
vida diária/independência
pessoal, lazer e tempos livres e académicas.
Estas avaliações permitem
inferir sobre o modo como o utente se
adapta e funciona nas várias circunstâncias
do dia a dia.
Acções de Sensibilização
- Do contacto diário, verificou-se
a urgência em trabalhar questões
relativas à saúde e à
higiene. Deste modo, está previsto
a vinda de pessoal especializado na área
da saúde, para, no âmbito
das sessões de esclarecimento,
informar/sensibilizar, para que se consigam
produzir mudanças de conhecimento,
atitudes e comportamentos necessários
para melhorar a saúde de cada um.
Com os objectivos, os destinatários,
os intervenientes, as metodologias e os
recursos necessários definidos
caso a caso, no dossiê técnico
dos SAI, estão previstas acções
de sensibilização:
Planificação, execução e avaliação dos Estágios - Nos termos dos objectivos e das estratégias previstas no dossiê técnico.
Acompanhamento do período complementar
de Formação - Este tipo
de acompanhamento destina-se aos formandos
que durante o período normal não
conseguiram integração,
mas que necessitam de mais seis meses
para que ela seja efectiva. Nesta situação
e caso seja aprovada pelo IEFP, teremos
em 2006 três formandos, dois do
curso de serviços domésticos
e um de agro-pecuária.
Acompanhamentos Pós Integração
- Este acompanhamento tem a ver com os
formandos que foram integrados mas que
continuam a necessitar do apoio técnico
dos serviços da instituição.
Para se proceder a este tipo de acompanhamento
é importante que seja a entidade
na qual se encontra o ex-formando integrado
a solicitar o acompanhamento.
Actividades com os Técnicos
As actividades de articulação com os técnicos integram:
Reuniões Internas - Com a Equipa
Técnica, a Equipa de Formação,
os monitores e a psicóloga. As
reuniões de equipa continuam a
realizar-se uma vez por mês, com
a presença de todos. Ficam salvaguardadas
as situações em que os assuntos
pela sua especificidade, requerem a presença
de determinados técnicos, nomeadamente
monitores e psicóloga. A frequência
destas reuniões fica a dever-se
à natureza e urgência dos
assuntos.
Com este tipo de reuniões pretende-se:
Organizar e avaliar as actividades; Discutir
assuntos/estratégias em grupo;
Recolher Ideias; Partilhar informações;
Fortalecer a dinâmica institucional.
Reuniões Externas - Nestas reuniões
pretende-se mobilizar todos os meios,
técnicos, serviços
públicos, estruturas sociais no
apoio às pessoas com deficiência,
para que os utentes possam utilizar os
recursos da sua comunidade na medida das
suas capacidades e das suas necessidades.
As reuniões envolvem, normalmente:
Rede Social; Técnicos da Segurança
Social; Técnicos do Centro de Saúde;
Técnicos das Autarquias; Responsáveis
de Entidades/Instituições;
Conselhos Executivos das Escolas; Professores;
Assistentes Sociais; Párocos; Pais
e lideres naturais da comunidade.
Reuniões de Identificação/Interesses de Utentes - Pretende-se identificar os utentes capazes de integrar estágios, conhecendo as suas competências e gostos. Por isso deverá ser a equipa constituída pela TAI, monitores e psicóloga a definir os critérios de aptidão para estágio dos utentes.
Organização e gestão do Dossiê Técnico dos Serviços - De forma a manter organizadas as estratégias de funcionamento do sector.
Actividades com a Família
Estratégias de Acompanhamento
Sócio Familiar - O entendimento
do que deve ser o apoio à família
do utente é importante, uma vez
que existem situações em
que não é só a pessoa
com deficiência que necessita de
apoio, mas também os próprios
pais.
É dentro desta perspectiva que
a intervenção junto da família
se realiza a 3 níveis:
1. Contacto ao Domicilio;
2. Sessões de Intervenção
Familiar em Grupo “Encontro de Pais”,
na instituição
3. Sessões de Intervenção
Familiar Individual que ocorre sempre
que a situação do utente
e da família assim o determinem.
Actividades na Comunidade
Trabalho em Rede - O objectivo é por um lado, trabalhar com os grupos de técnicos já envolvidos, por outro, aumentar o número de instituições formais e informais, para que as questões que se venham a colocar ao nível da formação e da integração, tenham uma resposta imediata e real de modo a responder às necessidades de cada um, designadamente com as instituições formais dos concelhos de proveniência dos utentes: Escolas; Centros de Saúde; Autarquias; Delegações do Centro Regional de Segurança Social; Cooperativas; UNIVAS; IEFP; Santa Casa da Misericórdia; Associações de Empresários; Serviço Social; Paróquias; Associações Recreativas e Culturais; Apoio à Vitima; Associações/Instituições de Apoio a Pessoas Com Deficiência.
Visita a Entidades - Porque o intercâmbio de experiências é de extrema importância para o desenvolvimento do trabalho, pretende-se levar a cabo diligências no sentido de se programarem visitas a algumas entidades que prosseguem objectivos idênticos.
Férias - Para responder a necessidades
lúdicas e de lazer que muitos dos
nossos utentes não vêem satisfeitas,
ou por questões financeiras ou
porque não têm retaguarda
familiar que lhes proporcione férias
no verdadeiro sentido da palavra, pelo
que umas das estratégias é
articular com o responsável institucional
da Animação de EVENTOS.



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